Durante décadas, o valor de um imóvel se concentrava em três pilares: localização, metragem e acabamentos. Mas isso está mudando silenciosamente, porém de forma definitiva. Hoje, projetos com assinatura de grandes casas de design, como a Pininfarina, estão redefinindo o conceito de patrimônio imobiliário.
Eles não são apenas moradias. São ativos simbólicos, que combinam identidade, escassez e sofisticação.
Em São Paulo, imóveis com marca registram valorização de até 52% sobre unidades convencionais na mesma região. Em Dubai, empreendimentos assinados chegaram a 194% de prêmio de revenda, segundo o BrandedResi 2025.
E no Brasil, o crescimento das branded residences colocou o país como número1 no mundo em volume desse tipo de projeto — e ninguém está falando sobre isso.
Por que isso acontece? Porque o luxo evoluiu. E com ele, os critérios do que realmente constrói valor. Hoje, a experiência estética, o impacto arquitetônico e a reputação da marca passaram a compor o ativo. Não é mais sobre onde você mora. É quem assina o que você mora. Projetos como o da Pininfarina no Cambuí, em Campinas — que hoje faz parte do meu portfólio de imóveis de alto padrão — entregam mais do que beleza.
Eles ativam um novo tipo de desejo: o desejo de legado com identidade. E esse desejo está sendo precificado pelo mercado. Tendência: investidores de alto patrimônio estão reorganizando portfólios com base em ativos assinados, não apenas localização. A estética virou estratégia. O design virou multiplicador de valor.